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Comendador Luís António Infante Passanha
(1829-1892 Ferreira do Alentejo)

Luís António da Fonseca Infante Passanha, Comendador da ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, foi casado com D. Maria José de Arce Cabo, foi pai de D. Palmira, esposa do par do reino Luís António Rebelo da Silva, lente do Instituto Superior de Agronomia; de D. Francisca, casada com Sebastião Simões Pereira; D. Maria José, residente em Évora e em Ferreira do Alentejo; D. Virgínia, viúva de José Mena Nobre de Vilhena e mãe de D. Maria Júlia Pessanha Pereira. Esta última desposou o seu primo Luís António Passanha Pereira e foi tia dos lavradores Carlos José Passanha Pereira e José Carlos Passanha Pereira.

Ocupou o cargo de Presidente da Câmara de Ferreira de 1874 a 1886 , devendo-se à sua acção a construção da antiga Fonte das bicas, situada ao fundo da rua da fonte das bicas, a partir de 1940 rua Dr. Oliveira Salazar, depois de 1974 e até ao momento Rua do Movimento das Forças Armadas, e o matadouro (hoje onde se situa a casa de Moveis Aguiar).
 
Visconde de Ferreira do Alentejo
(Ferreira do Alentejo 1844-Ferreira do Alentejo 1925)
 
Visconde de Ferreira do Alentejo

O 1º Visconde de Ferreira, José Joaquim Gomes Nobre de Vilhena, bacharel em Direito pela Universidade de Coimbra, par do reino efectivo, Presidente da Câmara Municipal da Vila e Grã Cruz da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, a Católica, de Espanha, nasceu a 3 de Abril de 1844, em Ferreira do Alentejo onde veio a falecer no dia 24-12-1925.Nasceu na rua que, a partir de 1940 ficou conhecida pelo seu nome e título e que era tradicionalmente designada por rua João Lopes. Na casa nº onde hoje funciona o solar dos viscondes, unidade de turismo rural.
 
Luís Maldonado Vivião Passanha

Foi presidente do município de 1872 a 1874 e de 1893-1896. Enquanto presidente do município contribuiu com 50 % do seu bolso para a construção do ramal de estrada da Aldeia dos Ruins, os outros 50 % foram dados pelo visconde de Ferreira. Em seu testamento deixou á Santa Casa da Misericórdia desta vila a quantia de 2 mil escudos que ao tempo era importante. Foi com essa quantia que se construíram os quartos particulares do Hospital que funcionou junto da igreja da Misericórdia pelo então provedor José Agostinho Marques Guerra.
 
JULIO MARQUES DE VILHENA
(Ferreira do Alentejo 1845-Lisboa 1928)
 
Júlio Marques de Vilhena

Breve apresentação biográfica

Natural de Ferreira do Alentejo onde nasceu a 28 de Julho de 1845, este ilustre ferreirense desempenhou relevantes cargos políticos nos últimos anos da Monarquia Constitucional entre os quais se salienta o de Ministro da Marinha e Ultramar em 1881 e da Justiça em 1882. Para além de se ter distinguido na vida política e de ter chamado a si os destinos da Nação foi igualmente um ínsigne jornalista e historiador, tendo assumido a presidência da Academia das Ciências de Lisboa em 1919. A sua ímpar inteligência bem como a sua inequívoca competência e rigor fizeram ainda com que fosse nomeado para ocupar o governo do Banco de Portugal, cargo que ocupou de 1895 até 1907.

Apesar de ter escolhido Lisboa como sua morada jamais esqueceu a sua terra natal sobre a qual encetou uma importante investigação histórica que intitulou “ Ferreira do Alemtejo: documentos para a sua História”. Esta investigação, contida em 4 volumes manuscritos em papel almaço, foi doada por Jorge de Brito ao Município de Ferreira e é sem sombra de dúvida a maior recolha bibliográfica existente sobre Ferreira do Alentejo onde inclusivamente o autor ainda acrescentou apontamentos e notas sobre a vida ferreirense de finais do Século XIX a meados do Séc. XX.

Morre a 27 de Dezembro de 1928 na sua casa em Lisboa, Rua de S. Bento 183, vítima de arteriosclerose.
 
Percurso de Vida

Nasceu a 28 de Julho de 1845 em Ferreira do Alentejo na antiga Rua da Liberdade, hoje do Conselheiro Júlio de Vilhena.

Aos 11 anos de idade matricula-se no Liceu de Beja.

Em 1863-64 frequenta as aulas de Alemão no Liceu de Coimbra. Tem por colegas o poeta Guerra Junqueiro.

Em 1865, com 20 anos de idade, matricula-se na Universidade de Coimbra, Iº ano do Curso de Teologia. Vive na Rua do Norte e tem por colega de quarto Ernesto Hintze Ribeiro.

Em 1866 matricula-se no 2º ano do curso de Teologia e no primeiro ano do curso de Direito, terminando este último em 1871 com a tese “A prova por documentos particulares segundo o Código Civil Português”.

1873 publica a obra “As raças históricas da Península Ibérica e a sua influência no Direito Português”. Reside provisoriamente em Ferreira na Rua da Liberdade, casa que vende em 1875 a Jacinto Fialho, farmacêutico.

1874 - filiado desde 1872 no Partido Regenerador concorre e é eleito deputado pelo círculo eleitoral de Felgueiras.

1876 - fixa residência em Lisboa e abre banca de advogado na rua dos Douradores.

1881 - com 36 anos de idade integra o Ministério Regenerador de Rodrigues Sampaio como Ministro da Marinha e Ultramar.

1882 - entre 13 de Setembro de 1882 e 1892 foi Ministro da Justiça e Negócios Eclesiásticos sob o Governo de Fontes Pereira de Melo e Ministro da Marinha e Ultramar sob o Governo de António Serpa Pimentel e de João Crisóstomo.

1893 - Director político do Jornal “O Universal”, orgão do Partido Regenerador até Dezembro de 1894.

1895 - III Governador do Banco de Portugal.

1902 - Funda a Liga Naval e organiza o Iº Congresso Marítimo de âmbito nacional.

1907 - Chefe do Partido Regenerador de 12 de Outubro 1907 a 23 de Dezembro de 1909.

1910 - Após a Implantação da República, afasta-se da política e dedica-se aos estudos históricos e à Academia das Sciencias.

1915 - Publica a obra “Antes da República-notas autobiográficas (1874-1910)

1919 - Presidente da Academia das Sciencias de Lisboa. Inicia a investigação e redacção de “Ferreira do Alemtejo: documentos para a sua História”.

1921 - tem 76 anos de idade, publica a obra “D. Pedro V e o seu reinado” e, no ano seguinte, “Cartas inéditas da rainha D. Estefânia”.

1928 - falece no dia 27 de Dezembro na sua casa, Rua de S. Bento nº 183 em Lisboa, vitima de arteriosclerose. É sepultado no dia 28 no cemitério dos Prazeres em Lisboa.
 
FERREIRA DO ALENTEJO: DOCUMENTOS PARA A SUA HISTÓRIA

Nos últimos anos da sua vida e já depois de se ter aposentado da vida política, dedicou-se à sua maior paixão a investigação histórica, publicando diversas obras. Entre as investigações que encetou conta-se a relacionada com a sua terra natal: Ferreira do Alemtejo-documentos para a sua História. Trata-se do estudo para a elaboração de uma monografia sobre Ferreira do Alentejo, onde o autor compilou, de forma exaustiva, ao longo de quatro grossos volumes, manuscritos, em papel almaço, com impecável letra de aparo e tinta, com algumas partes escritas em latim ou no português antigo do seu tempo, ou do tempo coêvo dos próprios documentos que transcreve; informações históricas sobre a antiguidade da vila e do concelho bem como sobre a vida ferreirense do seu próprio tempo (n.1845-m.1928), permitindo-nos conhecer os sítios, as pessoas, as famílias e suas vivências nos meados do século XIX.

Pertença de Jorge de Brito, antigo Presidente do Sport Lisboa e Benfica, os quatro volumes manuscritos foram doados ao Município de Ferreira em 1997 e encontram-se à guarda do Museu de Ferreira do Alentejo que procedeu à sua transcrição, encontrando-se disponíveis para consulta na biblioteca municipal de Ferreira do Alentejo e para venda na loja do mesmo Museu Municipal da mesma vila.
 
Padre José Mendes Alcobia
(Pias-Ferreira do Zêzere 28/11/1914/ Beja 2/2/2003)
 
padre josé mendes alcobia

Breve apresentação biográfica

José Mendes Alcobia, natural de Ferreira do Zêzere, veio para a paróquia de Ferreira em 1944, onde desenvolveu actividades de grande relevância cultural e no ensino entre as quais se salienta a fundação do Externato Nuno Álvares, a fundação do Sporting Club Ferreirense, e dos grupos corais “Os Trabalhadores de Ferreira” e “Os rurais” de Figueira de Cavaleiros. Em 2003 faleceu em Beja no Seminário e está sepultado em Ferreira do Alentejo onde viveu durante 6 décadas. O seu trabalho em prol da Cultura Tradicional Portuguesa e do cante alentejano valeram-lhe a medalha de mérito turístico que lhe foi concedida em 1981.
 
Mariano Feio
(Beja 1914-Ferreira do Alentejo 2001)
 
Mariano feio

Mariano Joaquim de Oliveira Feio nasceu a 3 de Junho de 1914, em Beja, do enlace matrimonial entre Pedro Sequeira Feio e Maria Margarida da Fonseca Acciaioli de Avillez Oliveira que se realizou em 1913. Por morte prematura da sua mãe que falece vitimada pela pneumónica a 3 de Maio de 1923 e depois do seu pai ainda no mesmo ano, o seu avô materno, médico de profissão, Joaquim Alberto de Carvalho e Oliveira, torna-se seu tutor aos 9 anos de idade. A preocupação em dar uma boa educação ao neto leva-o a interná-lo no Colégio Portugal, no Dafundo (Lisboa), de onde só sai com 16 anos.

Vem a casa só nas férias, que passa em Beja, na sua casa sita na actual rua Dr. Augusto Barreto nº 3, na companhia do seu avô e tias1 ou em Idanha a Nova e S. Vicente da Beira (Castelo Branco), terra de origem de sua mãe e do seu avô materno. Cheio de vida e saúde, Mariano gosta de atirar pedras e fazer pontaria aos cântaros de água que as mulheres carregam quando vão buscar água as fontes. É rara a vez que não acerta.

Aos 18 anos ingressa no Instituto Superior Técnico de Lisboa e licencia-se em Engenharia Civil no ano de 1936. A 1 de Agosto desse mesmo ano ruma para a Alemanha mais concretamente para Berlim para participar nos Jogos Olímpicos, representando Portugal na prova de tiro com pistola de precisão. Contudo, não chega ás finais e não ganha qualquer medalha.

A sua ida à Alemanha não tem apenas por objectivo a sua participação nas XI Olimpíadas, interessa-lhe aprofundar conhecimentos nas áreas da Geologia, Paleontologia e Geomorfologia nas universidades de Berlim e de Munique, principalmente os ministrados pelos professores Broili, Machatchek, Kraus e Beurlen e doutorar-se nesses ramos científicos. Este objectivo não será plenamente atingido porque em 1939 eclode a Segunda Grande Guerra, no entanto manter-se-á ainda na Alemanha até 1942. Viveu durante esses anos no seio de uma família alemã que tinha uma casa de hóspedes e onde, de 15 em 15 dias se encontrava com Jorge Dias2 e Eduardo Correia que também tinham vindo para Berlim para aperfeiçoar a sua formação. Com estes estabelece fortes laços de amizade que estreitou com o passar dos anos e manteve até ao fim da sua vida.

Conheceu de perto os devaneios de Hitler, as manifestações de poder durante os jogos olímpicos e a recusa do fuhrer em cumprimentar Jesse Owens, um negro norte-americano que vence em 1936 quatro títulos no atletismo. Conhece de perto as imposições e graduais proibições que o regime nazi vai fazendo ao povo judaico e chegou a assistir à imposição da marca de inferioridade nos judeus. Enquanto esteve na Alemanha conheceu alguns judeus com os quais até fez amizade e teria sido graças às longas conversas que mantinha com estes que conseguiu aperfeiçoar o seu conhecimento e pronúncia da Língua alemã.

A vivência que teve deste período conturbado da História deve ter marcado fortemente a sua personalidade e apesar de admirar a organização social das sociedades de Leste europeu, Mariano Feio, nunca esqueceria os actos de violência e vilanias que foram perpetrados.

A instabilidade política vivida na Europa desencadeada pela Alemanha e pelo aparecimento do III Reich determinaram, certamente, o seu retorno a Portugal por volta de 1942. Chega assim a Portugal sem doutoramento mas determinado a prosseguir e pôr em prática os ensinamentos que lhe tinham sido ministrados em Berlin e Munique na área da Geomorfologia, empreendendo estudos dessa natureza na serra do Algarve. Um violento acidente de viação, porém, impede-o de prosseguir este objetivo a médio prazo uma vez que fratura a coluna vertebral. A sua grande força de vontade e determinação férrea, permitem-lhe vencer, no entanto, mais este obstáculo e entre 1944 e 1951 exerce funções de assistente na secção de Geografia da Universidade de Lisboa (Faculdade de Letras) e participa em vários trabalhos de investigação científica no âmbito do Centro de Estudos Geográficos sôb a direção do professor Orlando Ribeiro. Admira o trabalho de Orlando Ribeiro e participa activamente com este na organização do primeiro congresso Internacional de Geografia do pós-guerra em Lisboa no ano de 1949 . Por esta ocasião publicaram-se vários estudos de difusão internacional-4 volumes de actas e 6 livros-guias das excursões, escritos em francês. Coube a Mariano Feio organizar a visita de estudo e o Livro- Guia ao Sul do País onde traça os principais aspectos da Geografia Regional do Baixo Alentejo e do Algarve. 3

Retomou e concluiu os seus trabalhos de pesquisa sobre a evolução do relêvo do Baixo Alentejo e Algarve e apresentou, por fim, a sua tese de doutoramento, na área da Geografia, à Universidade de Lisboa em 1952, obtendo a classificação final de 19 valores.4

Nos dois anos que se seguiram exerceu a sua actividade docente na Universidade Federal de Paraíba (Brasil) onde encetou trabalhos de investigação geomorfológica na região das “secas” do nordeste do Brasil e acerca da “açudagem”,estudos que veio a publicar em revistas brasileiras nomeadamente na revista brasileira de Geografia no ano de 1954.5

Regressa a Portugal ainda em 1954 e Orlando Ribeiro convida-o para seu assistente. Em 1955, o eminente geógrafo português é incumbido da missão de geografia na Índia e para o acompanhar escolhe Raquel Soeiro de Brito e Mariano Feio. Permanecem em Goa de Outubro até ao mês de Maio de 1956. A primeira difusão dos resultados fez-se através do número especial da revista Garcia de Orta (1956), dedicado à Índia Portuguesa e integrado nas Comemorações do IV Centenário da Introdução da Imprensa em Goa. Raquel Soeiro de Brito publicou em 1966 “Goa e as praças do Norte”, e Mariano Feio publicou a síntese dos seus estudos geomorfológicos no número especial de Garcia da Orta6 e, em 1979, um livro sobre as castas Hindus de Goa7, obra onde faz uma análise etnológica da complexa e original cultura da região.

Para além desta missão em territórios ultramarinos outras se seguiram e entre 1958 – 1961 e 1966, Mariano Feio chefia a missão de estudos de Geografia Física de Angola. Durante estas missões estuda a génese e a evolução do relevo de todo o sudoeste de Angola, entre o Litoral e o rio Cubango.Os resultados desses estudos foram publicados na revista Garcia da Orta e na Finisterra.

Detentor desde 1954 de uma extensa propriedade, a herdade do Outeiro, sita na freguesia de Canhestros a 18 km de Ferreira do Alentejo, com 1200 ha, Mariano Feio, insigne investigador e professor catedrático, estreia-se como agricultor e com o passar dos anos, tornar-se-ia um conhecedor dos problemas agrícolas que afligem o seu Alentejo. Os estudos e problemas relacionados com a Geografia Agrária interessavam-no cada vez mais. No sentido de aprofundar ainda mais estes últimos conhecimentos e no sentido de melhor gerir a sua herdade faz viagens a Marrocos, Israel, Itália, África do Sul, Califórnia e Espanha ficando assim na posse de um conhecimento direto das realidades agrícolas locais e internacionais e podendo ainda estabelecer comparações entre elas.

Aplicou todos os seus conhecimentos técnicos na gestão da propriedade e tentou arranjar soluções para os problemas agrários sentidos no Alentejo recorrendo á introdução de novas técnicas agrícolas. Para além de controlar através de contabilidade analítica toda a sua actividade, manda elaborar, no sentido de ficar a conhecer profundamente os solos da sua propriedade, uma carta pedológica detalhada da herdade e manda instalar um pluviometro e, posteriormente, uma estação metereológica completa para melhor controlar e conhecer as influências climatéricas sobre a agricultura.

Ganhou rapidamente o respeito dos agricultores da região mesmo até dos que, inicialmente se mostraram mais cépticos e a sua herdade depressa se transformou numa herdade modelo, local de passagem obrigatória para estudantes das universidades de Lisboa e Coimbra da área de Geografia, do Instituto Superior Técnico de Agronomia de Lisboa e ainda para quase todos os geógrafos estrangeiros ligados aos aspectos de Geografia Agrária.

O prestígio e os conhecimentos que detinha sobre a Agricultura no Alentejo fizeram com que fosse indicado por inúmeras vezes para ocupar o cargo de Director da Federação dos Grémios da Lavoura do Baixo Alentejo, do Grémio da Lavoura de Beja e da Associação Nacional dos Produtores de Cereais (ANPOC). Representou ainda os agricultores nacionais em muitas entidades como o sejam o Conselho Consultivo da Direcção- Geral dos Serviços Hidráulicos, a Comissão Nacional da FAO, a Comissão Nacional de Produtividade e a Junta Nacional de Investigação Científica e Tecnológica(JNICT), para onde redigiu em 1973 um relatório básico acerca das necessidades de investigação no sector agrário.8

No sentido de promover o desenvolvimento local, o desenvolvimento do Baixo Alentejo funda uma grande fábrica de concentrado de tomate no concelho de Ferreira em finais da década de 60, a CONSOL, fazendo ainda parte do seu Conselho de Administração desde 1968 até à ocupação revolucionária.

Em 1974 eclode a revolução dos cravos e Mariano Feio vê-se impedido de prosseguir a sua actividade agrícola uma vez que o impeto revolucionário resulta na ocupação de metade da herdade do Outeiro. Refugia-se em Évora onde tem residência na Avenida Dr. Barahona nº1. Só a partir de 1980 retoma as suas funções de agricultor, actividade que o vai ocupar até final da sua vida.

Entretanto e logo em 1975, Ário Azevedo, então reitor da Universidade de Évora, dirige-lhe um convite no sentido de integrar o corpo docente da mesma universidade. Mariano Feio aceita e a partir de 26 de Junho desse mesmo ano reinicia a sua carreira universitária, assumindo o cargo de professor catedrático da Universidade de Évora. Funções que desempenha até à sua aposentação em 1984. Durante esse período de tempo teve a seu cargo a regência das disciplinas de Geografia Física (Mesologia I e II), Geografia Humana, Geografia Económica, Etologia, Antropologia Cultural e Quotidianos Portugueses.

Entretanto integrou muitos júris de doutoramento e mestrado, entre eles o de Olivier Balabanian, da Universidade de Limoges, que teve lugar em Clermont-Ferrand a 22 de Junho de 1979. A tradução/resumo desta tese em português que se intitulou:” Problemas agrícolas e reformas agrárias no Alto Alentejo e na Estremadura espanhola”, 1984 foi orientada por si.

Leccionou e colaborou em vários seminários sobre temas agrícolas, entre os quais, o de “Clima e Agricultura”, da licenciatura em Geografia e Planeamento Regional, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, da Universidade Nova de Lisboa, nos anos de 1985 e 1986. Colaborou ainda no Seminário organizado pela Universidade de Évora “ Portugal, anos 80” desde 1981.

Teve ainda uma participação activa no projecto de estudo do impacte ambiental da barragem de Alqueva, efectuando os estudos relativos aos terraços do rio Guadiana, tipos de vertentes, evolução do rio (incluindo o curso espanhol) e a carta geomorfológica do Alentejo.

Foi Presidente do Conselho Científico e da Comissão Directiva do Centro de Ecologia Aplicada (Universidade de Évora) do Instituto Nacional de Investigação Científica desde 1981 e responsável pela linha de Acção nº 7 (Geografia do Alentejo) do mesmo centro.

Foi ainda Presidente da Comissão Orientadora do Ensino Superior Agrário, no tempo do Secretário de Estado Professor Arantes e Oliveira.

Proferiu várias conferências tanto em Évora como noutras universidades e dirigiu projectos de investigação, alguns deles, em estreita colaboração com universidades estrangeiras como o seja o projecto CEE-Climatology and Natural Hazards, que co-dirigiu com Raquel Soeiro de Brito entre 1991 e 93 e onde participaram, para além das Universidades de Évora e Nova de Lisboa, as de Múrcia e Bristol.

O seu gosto pela pesquisa científica e pelo ensino que, como podemos constatar não têm o seu terminus em 1984, data da sua jubilação, conhecem novo folêgo quando, em 1993 é convidado para colaborar e apoiar a Escola Superior Agrária de Beja. Apoiou e aconselhou esta instituição desde a sua fundação, chegando inclusivamente a leccionar a disciplina de Mesologia. Quando achou que a Escola podia desempenhar um importante papel a nível regional na formação de técnicos agrícolas, legou-lhe, por testamento, lavrado a 24 de Julho de 2000, a herdade do Outeiro bem como todas as alfaias agrícolas, construções, gados e automóveis aí existentes.

A investigação científica, as suas premissas, os seus métodos experimentais sempre nortearam a sua vida, vida de intensa procura do saber nos mais diversos campos e, na sua herdade do Monte do Outeiro, rodeado pelos seus livros e pelas pessoas que ainda aí vivem como Hermelinda Teixeira ou ainda por Mariana Aurélia Palma Lança, entre outros que lhe devotam total admiração, continua a escrever os seus artigos sobre os problemas da agricultura em Portugal e, muito especialmente, sobre a do Baixo Alentejo. Interessa-se igualmente por assuntos de ordem religiosa como o sejam as aparições em Fátima e dedica-se a estudar estas temáticas. Não tem convicções religiosas muito pelo contrário, não acredita em nada que não possa ser experimentado e verificado cientificamente, tem ,sobretudo, uma visão prática e utilitária da vida.9

Esta vida de intenso e profícuo trabalho foi distinguida por duas vezes, uma primeira em 1987, quando recebe o prémio Montaigne da Fundação Alemã F.V.S. De Hamburgo pelos serviços prestados à Cultura e à Ciência e, uma segunda, já quase no fim da sua vida, a 22 de Setembro de 1998, quando o Presidente da República, Dr. Jorge Sampaio lhe concede a Grã Cruz da Ordem do Infante D. Henrique em Canhestros na Associação Bem estar social dos idosos e reformados.

Sem descendentes, herdeiro do Visconde e Conde da Boa vista, seu bisavô pelo lado paterno, Mariano Feio era uma pessoa com grandes recursos financeiros, contudo nunca foi materialista nem nunca usufruiu ou sequer utilizou o título nobiliárquico que era seu por direito. A provar esta humildade, esta abnegação e a procura do bem estar comum está o protocolo que assina a 21 de Novembro de 1991 com a Câmara de Beja pelo qual lega as jóias inerentes ao título aos cidadãos de Beja. E a 24 de Julho de 2000, já muito doente e enfraquecido fisicamente, manda lavrar o seu testamento legando a sua herdade, alfaias, mobiliário e biblioteca à Escola Superior Agrária para que possa prosseguir os seus estudos e formar técnicos agrícolas capazes, à Associação do Bem estar social dos reformados e idosos de Canhestros deixa uma parcela de terreno com uma área de 1 ha e 5600 m2, a Hermelinda Teixeira lega o usufruto, por um período de 10 anos, sobre a casa da herdade do Monte do Outeiro; à Santa Casa da Misericórdia de Ferreira um prédio urbano destinado a habitação, sito na freguesia de Bordeira, concelho de Aljezur, bem como dois terços dos depósitos e títulos que possuía, ficando um terço desse montante para a Associação do Bem Estar Social dos reformados e idosos de Canhestros. As jóias que possuía lega-as a sua tia Maria José Avillez Oliveira Pignatelli e a suas filhas para serem repartidas em partes iguais.

Preparava-se para partir e, apesar de não falar sobre a sua morte, fizera um testamento e confidenciava de quando em vez que preferia a cremação à inumação e que gostaria que as suas cinzas fossem espalhadas num roseiral. Esta convicção de que a cremação é melhor solucção do que a inumação levaram-no a oferecer, à Câmara de Beja, a verba necessária para a construção de um crematório, instalação que, na altura apenas existia em Lisboa e no Porto. Beja, sua cidade natal, não aceita esta sua proposta e Mariano Feio oferece-a a Ferreira do Alentejo onde se edifica o referido crematório10. Contudo o licenciamento pelas entidades competentes tardou e por ironia do destino, Mariano Feio, será o primeiro a utilizar este equipamento no dia 16 de Março de 2001.

De postura humilde e sóbria, Mariano Feio, gostava de ajudar os que o rodeavam quer fosse sob o ponto de vista intelectual ou material e esta postura despretensiosa aliada às suas grandes capacidades intelectuais e ao seu grande desejo de trazer o progresso, o desenvolvimento ao Alentejo granjearam-lhe o respeito e admiração de todos aqueles que o conheceram e que ainda hoje, passados três anos após a sua morte, se emocionam ao recordá-lo.

1Maria Margarida da Fonseca Acciaioli de Avillez Oliveira era filha de Joaquim Alberto de Carvalho e Oliveira e de Maria da Assunção da Fonseca Accioli de Avillez Oliveira, esta última detinha sangue de Bragança ou seja era descendente de D. Afonso, Iº Duque de Bragança pelo lado de seu pai, José Maria Salema Avillez e detinha ainda sangue de Portugal (descendente de D. Afonso Henriques, Rei de Portugal) pelo lado de sua mãe, Maria Margarida da Fonseca e Barros.

Maria Margarida da Fonseca Acciaioli de Avillez Oliveira, mãe de Mariano Feio tinha 5 irmãos: Maria do Carmo da Fonseca Acciaiolli de Avillez Oliveira, Maria Joana da Fonseca Acciaiolli de Avillez Oliveira, Fausto Alberto da Fonseca Acciaiolli de Avillez Oliveira, Maria José da Fonseca Acciaiolli de Avillez Oliveira e Francisco José da Fonseca Acciaiolli de Avillez Oliveira.

2Jorge Dias foi um dos seus amigos mais íntimos e Mariano Feio era padrinho de sua filha Júlia Dias.

3Mariano Feio, Le Bas Alentejo et L´Algarve, Livro-guia da excursão e do Congresso Internacional de Geografia, Lisboa, 1949.

4Mariano Feio, A evolução do relevo do Baixo Alentejo e Algarve, Estudo de Geomorfologia, Com. Serv. Geol. Port., 32, Lisboa , 1951. Tese de Doutoramento.

5Mariano Feio, “Perspectivas da açudagem no nordeste seco”, in Revista Brasileira de Geografia, ano 15, nº2, Rio de Janeiro, 1954, pp-213-228.

Mariano Feio, “Notas acerca do relevo da Paraíba e do Rio Grande do Sul”, in Revista da Faculdade Filosofia da Paraíba, vol, I, Nº 1, 1954.

6Mariano Feio, “Problemas de Geomorfologia de Goa”, in Garcia da Orta, nº especial, Lisboa, 1956.

7Mariano Feio, As castas hindus de Goa, Junta de Investigações do Ultramar, Estudos de Antropologia Cultural, nº11, Lisboa 1979.

8Mariano Feio, Áreas prioritárias para a investigação no sector agrário, trabalhos preparatórios do IV Plano de Fomento. Relatório da Junta Nacional de Investigação científica e tecnológica, Lisboa 1973.

9Publica em colaboração com M. Teixeira um artigo na Revista Lusitana, nº 6, no ano de 1985 intitulado “ Um possesso numa aldeia do Alentejo nos anos 80” e em Setembro de 2000, na revista Imenso Sul, escreve um artigo intitulado: “ As aparições de Fátima”.

Michel Giacometti
(Zicavo 1929-Faro 1990)
 
Michael Giacometti

Breve apresentação biográfica

Michel Giacometti nasceu em Zicavo/Ajaccio, Córsega, a 8 de Janeiro de 1929.

Em 1959, veio para Portugal por recomendação médica e foi aqui que encetou um trabalho único de investigação e recolha da Cultura Popular Portuguesa.

A paixão pelo estudo das tradições populares levaram-no a percorrer, a partir da década de 60, Portugal de Norte a Sul, conhecendo cerca de 600 freguesias, efectuando 6000 registos fotográficos e redigindo perto de 50.000 fichas onde foi anotando contos, histórias e poesias populares, adágios e receitas de medicina popular. O seu gosto pelo coleccionismo fez com que recolhesse igualmente algumas alfaias agícolas bem como todos os instrumentos populares que ia encontrando.

Em nenhuma parte se sentiu estrangeiro mas o Alentejo foi o território que o tocou mais profundamente como etnomusicólogo e como homem. E foi precisamente no Alentejo, numa pequena e singela aldeia chamada Peroguarda que encontrou a sua última morada em 1990.

O espólio valiosissímo que recolheu entre 1959 e 1990 encontra-se hoje no Museu do Trabalho em Setúbal, no Museu da Música Portuguesa em Cascais, no Museu de Etnologia em Lisboa e no Museu Municipal de Ferreira.

Nasceu em Zicavo(Ajaccio-Córsega), a 8 de Janeiro de 1929.

Entre 1947 e 52 estudou música e arte dramática, em Paris.

1954 - interrompe os seus estudos na Sorbonne, área de Letras e Etnografia e participa em cursos livres de Etnografia na Noruega.

1956 - organiza a “Mission Méditerranée 56”, recomendada pelo Musée des Arts et Traditions Populaires que tinha por objectivo investigar as tradições populares de todas as ilhas mediterrânicas.

1959 - com 30 anos de idade sofre de tuberculose e o seu médico aconselha-o a procurar um clima mais propício ao seu restabelecimento. Vem para Portugal e traz na memória um livro do musicólogo norte americano Kurt Schindler, onde o autor fala de forma apaixonada sobre a sua passagem pelas aldeias de Trás- os- Montes. Decide ir á descoberta desta província e a partir daí nunca mais irá parar. Recolhe e pesquisa as tradições musicais portuguesas de Norte a Sul. Conhece, entretanto, a pequena aldeia de Peroguarda.

1960 - Funda os Arquivos Sonoros Portugueses. Publica com a colaboração de Fernando Lopes Graça uma “Antologia da Música Regional Portuguesa” (5 discos).

1970-73 - dirige o programa “O Povo que canta” para a RTP na série “Outras musicas” (realização de Alfredo Tropa).

1975 - membro da Comissão Cultural Fundo de Apoio aos Organismos Juvenis (FAOJ).

Dirige o Plano de Trabalho e Cultura- Serviço Cívico Estundantil - gravam e registam 3000 exemplos de literarura oral (contos, lendas, provérbios e adágios, canções e rezas); realizam 300 entrevistas sobre as condições de saúde, os remédios populares, as superstições e recolhem cerca de 1500 alfaias agrícolas. Michel Giacometti sonha constituir um Museu de Arte Popular ou do trabalho em Setúbal e faz essa proposta à Câmara Municipal. Esta aceita a instalação do Museu do Trabalho e o material é lhes cedido em 1979.

1981-82 - A Câmara Municipal de Cascais adquire a sua colecção de instrumentos musicais populares portugueses.

O Estado Português adquirir-lhe os arquivos musicais e deposita-os no Museu Nacional de Etnologia.

Publica o livro “Cancioneiro Popular Português”em colaboração com Fernando Lopes Graça, edição do Círculo de Leitores.

1987 - Inaugura o Museu do Trabalho em Setúbal com a exposição: O trabalho faz o homem.

A Câmara Municipal de Cascais instala a colecção de instrumentos musicais na Casa Verdades de Faria, tendo sido Giacometti convidado para fazer parte da comissão instaladora em 1986.

1990 - falece no dia 24 de Novembro, em Faro, tendo sido sepultado no dia seguinte, a seu pedido, em Peroguarda-Ferreira do Alentejo.

Tinha em preparação uma “antologia dos cantares alentejanos”, uma “antologia da música regional portuguesa “ revista e aumentada por ele próprio; uma “cronologia crítica dos estudos musicais portugueses”, um “romanceiro tradicional português” e um “dicionário de música popular”.

A Obra

Impelido pela paixão do estudo das tradições populares, de postura humilde mas digna, com parcos meios financeiros mas de coração e espirito abertos, Michel Giacometti percorreu, a partir da década de 60, Portugal de norte a sul, de gravador na mão, incansável e determinado, ganhando a confiança e amizade das gentes laboriosas que lhe permitiram recolher inúmeros exemplos de poesia popular, alfaias agrícolas, instrumentos e modas tradicionais ou seja a essência da Cultura Popular Portuguesa.

O amor pelo Alentejo

Em nenhuma parte se sentiu estrangeiro, mas pode dizer-se que o Alentejo foi o território que o tocou mais profundamente como etnomusicólogo e como homem. Aqui fez amigos como Virgínia Dias, Agostinho Dias, tio Cara Nova entre outros, construíu projectos, aqui apurou o seu trabalho de pesquisa e foi aqui, numa pequena e singela aldeia branca chamada Peroguarda, que encontrou a sua ultima morada dando provas mais uma vez dessa ligação profunda que estabeleceu com o Alentejo e com as suas gentes.

O encontro com o Padre Alcobia

Quando chegou ao Concelho de Ferreira conheceu o padre José Mendes Alcobia que também se interessava pelo cante Alentejano e cujo papel foi decisivo para a criação dos grupos corais neste concelho. Apesar de defenderem posições diferentes relativamente á origem do cante alentejano, tornaram-se amigos.

O filme: Paci et saluta, Michel Giacometti.

Em 1996, seis anos após a sua morte, o realizador Pierre Marie Goulet e a sua equipa, recolhem apoios e fazem um filme-documentário dedicado ao mestre, dando a conhecer a importância e o alcance do seu trabalho bem como a ligação afectiva que estabeleceu com Portugal e suas gentes, sobretudo com o Alentejo e Peroguarda. O filme “Paci et saluta, Michel Giacometti”, arrecadou inúmeros prémios nacionais e no estrangeiro e foi rodado em Zicavo- Córsega e no Alentejo onde se dá especial destaque à pequena aldeia de Peroguarda e aos amigos de Giacometti entre os quais Virgínia Dias.

No dia 14 de Abril de 2004 Pierre Marie Goulet e a sua equipa realizam novas filmagens para o filme "Encontros" pretendendo desvendar agora o encontro do canto polifónico e da poesia popular. Entre esses "encontros" dá-se especial enfase ao de António Reis com Peroguarda onde conheceu Joaquim Lança, Virgínia Dias, poetas populares que o encantaram e que deu a conhecer a M. Giacometti.
 
Aníbal Coelho da Costa
Boliqueime 9 de Setembro 1930/ Ferreira do Alentejo 6 de Agosto 2011
 
Aníbal Coelho da Costa

Nascido em Boliqueime no dia 9 de Setembro do ano de 1930, abraçou Grândola como sua terra natal e radicou-se em Ferreira do Alentejo, local onde se havia de destacar como médico, munícipe exemplar e político.

Licenciou-se em Medicina pela Universidade de Coimbra em 1957 e exerceu com grande esmero,sabedoria e humanidade, a partir do ano seguinte, essa função em Ferreira, inicialmente na rua João de Vilhena e depois, até aos seus últimos dias de vida, na Rua da Republica nº 34.

Foi aqui, em Ferreira que constituiria família, desposando Maria de Fátima Matos Sousa Reis numa cerimónia que teve lugar no dia 8 de Abril de 1961 na Igreja de Nossa Senhora da Conceição.

Em 1965, apesar de estar isento do serviço militar, foi mobilizado para uma comissão de serviço em Timor onde esteve durante dois anos.

Ás suas qualidades humanas juntou o seu amor pela liberdade, pela justiça e pela Democracia e, em 1969, conjuntamente com Urbano Tavares Rodrigues, António Areosa Feio e Celso Pinto de Almeida, integrou a lista candidata à Assembleia Nacional. Esta era uma lista da Oposição Democrática/CDE, oposicionista ao Estado Novo e à farsa eleitoral que se apresentava pelo Círculo de Beja e conseguiu vencer a União Nacional. Assim nascia e se apresentava sem medo, o democrata, o amante da liberdade de pensamento, o político Aníbal Coelho da Costa que legaria a Ferreira o nome de “ terra dos Democratas”.

Passados 5 anos, em 1974, tornar-se-ia militante do Partido Socialista e entre 1983 e 1995 foi eleito deputado da Assembleia da República pelo Círculo Eleitoral de Beja. Exerceria ainda de 1989 até 2005 o cargo de Presidente da Assembleia Municipal de Ferreira, data esta em queassistiria, em Novembro de 2005 , à tomada de posse do seu único filho, Aníbal Sousa Reis Costa no cargo de Presidente da Câmara Municipal de Ferreira do Alentejo.

Médico exemplar e dedicado, conhecido noutras terras como “o médico de Ferreira”,era procurado pelos enfermos, por todos aqueles que para além de padecerem de variadas maleitas não detinham muitos ou quase nenhuns recursos económicos. A sua porta esteve sempre aberta! A sua dedicação e formação intelectual valer-lhe -ia ainda a designação, na década de 1980, para o cargo da Presidência da Administração Regional de Saúde de Beja.

Este homem exemplar com um percurso tão variado e tão distinto foi agraciado, no dia 9 de Junho de 2002, pelo então Presidente da República, Jorge Sampaio, com o grau de Comendador da Ordem da Liberdade.

Em 2011, já debilitado por doença prolongada, o seu espírito de lutador, de amante da liberdade e da Democracia levá-lo-iam a exercer aquele que seria o seu derradeiro ato cívico -político, ao integrar e dar todo o seu apoio ao candidato à Presidência da República Manuel Alegre que o integrou na Comissão de honra.

No dia 6 de Agosto de 2011, Aníbal Coelho da Costa deu-nos o seu ultimo adeus mas a sua memória, a sua personalidade, o valor dos seus atos vão permanecer para todo o sempre!
 

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