INSERÇÃO REGIONAL, NACIONAL E INTERNACIONAL

O Alentejo encontra-se atualmente numa fase de transição estrutural. Perde importância a sua base económica tradicional - a agricultura extensiva, de sequeiro, baseada na grande propriedade - e, consequentemente, uma parte muito considerável dos modos de vida, das estruturas de povoamento rural e urbano e ainda das paisagens que lhes estão associadas.

 

Este processo é ainda agravado por uma acentuada tendência para o envelhecimento demográfico e pelo avanço, nalguns casos quase dramático, de fenómenos de desertificação biofísica e humana.

O concelho de Ferreira do Alentejo vive, por razões conjunturais, de forma particularmente intensa, estes fenómenos: por um lado leva vantagens comparativas no que respeita à reconversão do sequeiro em regadio por via da experiência acumulada e do saber-fazer adquirido, ao longo dos anos, nos perímetros de rega de Odivelas e do Roxo; por outro, a sua maior proximidade ao litoral e à Área Metropolitana de Lisboa (AML) também tem facilitado o êxodo dos residentes em idade ativa.

 

Ao mesmo tempo emergem fenómenos novos, que contribuirão, se adequadamente aproveitados, para introduzir modificações igualmente profundas. Este segundo conjunto de tendências pode ser apresentado de forma sumária em torno de quatro ideias essenciais:

a) o Alentejo está mais próximo de Lisboa;

 

b) o Alentejo tem um novo pólo com força suficiente para reestruturar uma parte considerável da base económica regional e do território da região (e o concelho de Ferreira encontra-se bem no centro desse novo pólo);

 

c) o Alentejo está mais aberto à internacionalização;

 

d) o Alentejo encontra-se mais dependente de processos globais.

 

Analisemos ainda que de forma breve cada um destes aspetos.

 

O Alentejo está de facto mais perto da AML. A melhoria do sistema de acessibilidades, por um lado, a expansão física da AML para sul facilitada pela ponte Vasco da Gama, pelo outro, traduzem-se por uma integração funcional crescente. Com sentido centrífugo a partir da capital, desenvolvem-se processos de deslocalização de empresas em busca de terrenos infraestruturados mais baratos, multiplicam-se as residências secundárias de fim de semana, desenham-se mesmo pólos e eixos de atividades logísticas com alguma capacidade de atração.

 

O Empreendimento de Fins múltiplos de Alqueva (EFMA) constituirá um pólo com força suficiente para influenciar fortemente o modo como a base económica da região irá evoluir nas próximas décadas. No concelho de Ferreira do Alentejo os sinais dessa influência estão presentes por todo o território. Foi a plantação de uma extensa área de pomar na Hde. do Penique (200 ha), a duplicação da área de vinha, para uva de mesa, na Hde. Vale da Rosa e Porto Mouro, a plantação de 300 ha de citrinos na Hde. da Zambujeira/Peroguarda, a plantação de cerca de 8000 ha de olival de regadio e a instalação, nos últimos anos, de três novos e modernos lagares. Vai iniciar-se, brevemente, a construção de dois novos lagares (Elaia/Hde. Marmelo e Alenlagar/Penique) e está concluída a primeira fase de uma nova unidade de tratamento  dos bagaços oriundos da produção de azeite. Este conjunto de investimentos indicia que podemos estar face a uma  revolução na base económica do concelho com a substituição do modelo tradicional de agricultura e a instalação de uma interessante componente agro-industrial.



O impacte de Alqueva nos sistemas agro-pecuários e florestais tradicionais constitui, provavelmente, o fator-chave para a fase de transição estrutural e para o reforço das atividades económicas em todo o concelho.

 

Por outro lado, a Câmara Municipal de Ferreira do Alentejo aderiu em 9 de julho de 2008 ao denominado "Pacto do Autarcas", tendo se comprometido perante a UE em contribuir para o desígnio global de lutar contra as alterações climáticas e em estabelecer metas ambiciosas no âmbito das Energias Renováveis e da diminuição da poluição causada pela emissão de Gases com Efeito de Estufa (GEE). Neste contexto, Ferreira do Alentejo tem sido palco de relevantes investimentos na área das energias renováveis tendo recebido, nos últimos quatro anos, a instalação de três (3) centrais fotovoltaicas, com uma produção anual estimada de 46 Gwh, o equivalente ao consumo de 20 mil habitações familiares e à redução de 20 mil Tons/ano de emissão de CO2.

 

O Alentejo (e Ferreira) está mais aberto à internacionalização porque dispõe ou disporá a breve prazo - das infraestruturas essenciais para que essa tendência se concretize: IPs integrados em redes transeuropeias, infraestruturas portuárias (Sines) e aéreas (Beja) renovadas, melhoria das redes de telecomunicações, etc.

 

Ao mesmo tempo, parece estar definitivamente desperta uma cultura favorável ao reforço da cooperação transfronteiriça, surgindo, em Espanha, a Extremadura e a Andaluzia como áreas vizinhas com quem importa desenvolver relações de complementaridade e sinergia (atente-se na prevista plantação de 700 ha de pomar de citrinos por Grupo espanhol com interesses na Andaluzia, as oportunidades do Interreg III, etc.). Por último, e a nível mais ambicioso e estratégico, o reforço de Portugal como porta atlântica do espaço ibérico, tal como é definido no Plano de Desenvolvimento Económico e Social (PNDES), não pode deixar de considerar o complexo portuário de Sines como a "cabeça" de um hinterland luso-espanhol em que o Alentejo surge, naturalmente, como uma área charneira importante.     

 

Finalmente deve referir-se que o Alentejo se encontra, como nunca, dependente de processos supra-nacionais e globais, da Política Agrícola Comum às cotações do mercado mundial dos minérios de cobre, das estratégias dos grandes operadores de transhipment aos processos de desertificação biofísica.

 

Os elementos referidos para cada um destes quatro aspetos, ainda que invocados de forma muito sumária, evidenciam um conjunto de oportunidades e ameaças cujo desfecho final é relativamente imprevisível.

 

Ferreira do Alentejo encontra-se a escassos 29 Km, pelo IP8, da A2. Vai ser atravessado a Norte pelo futuro traçado do IP8. Prevê-se que o inicio da obra possa ocorrer em final de 2005 e que a sua abertura ao tráfego tenha lugar em 2007.

 

O futuro IP8 será uma via rápida com quatro faixas de rodagem e separador central que atravessará transversalmente o Alentejo fazendo a ligação Sines, Ferreira do Alentejo, Beja (1.ª fase), para no futuro se estender até Vila Verde de Ficalho e Rosal de la Frontera/Espanha. Este eixo rodoviário revela-se de grande importância estratégica para a promoção do desenvolvimento económico-social da região potenciando o efeito indutor que pode ser proporcionado pelos três projetos estruturantes em curso na região - Porto de Sines, Aeroporto de Beja e Alqueva. O concelho de Ferreira do Alentejo localiza-se no interior do triângulo constituído por estes três vértices ocupando uma posição central e equidistante dos principais centros económicos regionais.

 

Ferreira do Alentejo/Sede do concelho fica a escassos 29 Km (20 minutos) da A2, que liga Lisboa ao Algarve. A cidade de Beja, capital do Distrito dista 24 Km de Ferreira do Alentejo (15 minutos). Esta cidade que é servida pelo IP2, (que liga Castelo Branco a Beja, passando por Portalegre e Évora), pelo IP8, pelos transportes ferroviários e, num futuro próximo, será servida pelo transporte aéreo com a entrada em funcionamento do respetivo aeroporto.



mapa1
EN 121 - Sines - Canhestros - Ferreira do Alentejo - Beja

EN 2 - Alcácer do Sal - Torrão - Odivelas - Ferreira do Alentejo - Aljustrel - Algarve

IP8 - Sines - Ferreira do Alentejo - Beja    

A2 - Ferreira do Alentejo fica a 29 Km da A2 (Lisboa - Algarve)

IP1 - Ferreira do Alentejo fica a 29 Km do IP1 (Lisboa - Algarve)

EN 2 - Ferreira do Alentejo - Odivelas - Alvito - Évora 

IP 2 - Ferreira do Alentejo fica a 24 Km do IP2 (Beja)



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